Fabricantes de máquinas agrícolas esperam por manutenção de financiamento subsidiado

O setor agrícola olha para o futuro ao investir na conectividade, porém, mantém forte atenção ao presente, preocupando-se com possibilidade de corte de recursos e alta dos juros. Os dois temas foram debatidos no painel “Horizontes para as Máquinas Agrícolas”, durante o Automotive Business Experience, ABX19 , que ocorreu segunda-feira, 27, no São Paulo Expo. A apresentação foi mediada por Carlos Reis, presidente da Carcon Automotive, e contou com a participação de Alexandre Assis, diretor de contas-chave AGCO América do Sul, Thiago Wrubleski, diretor de planejamento e serviços comerciais da CNH Industrial, e Rodrigo Bonato, diretor comercial Brasil, da John Deere.

“Todo liberalismo na economia é saudável. Nossa atividade faz a balança comercial ser positiva. O que deve ser pensado e feito? A manutenção de recursos para essa safra, o prazo de pagamento de empréstimos mantido entre 6 e 7 anos e que a taxa de juros não chegue na taxa de mercado”, afirma Rodrigo Bonato. Thiago Wrubleski concorda e vai além: “O agricultor precisa de um mínimo de previsibilidade. Esperamos que o governo se sensibilize e mantenha os recursos”. Quanto aos juros, “não há como ter grande ruptura”, complementa Alexandre Assis.

CONECTIVIDADE NO CAMPO

O painel foi aberto com o tema conectividade, um assunto em voga também no agronegócio e que pode ganhar impulso com o sistema Conectar Agro, lançado durante a última Agrishow. A iniciativa envolve as empresas AGCO, Climate FieldView, CNH Industrial, Jacto, Nokia, Solinftec, TIM e Trimble e pretende conectar pessoas e máquinas, otimizando o gerenciamento de frota e da própria atividade rural.

“Este é um tema crucial para a agricultura no Brasil. Apoiamos o Conectar Agro, que tem tecnologia 4G de 700 megahertz e passível de expansão. Estamos muito guiados pela tecnologia”, afirma Thiago Wrubleski. “Queremos deixar os ‘ferros’ mais inteligentes, complementa Rodrigo Bonato. “Mais importante que as máquinas é como gerenciá-las”, diz.

O sistema tem seus desafios, e Thiago listou alguns deles: “O primeiro é a qualificação da mão-de-obra (gerencial e operacional) para uso da tecnologia; depois, usar e integrar a tecnologia de modo eficiente. Também será necessário fazer associação educacional online”, afirma, acrescentando que “o uso dos dados gerados pela agricultura de precisão ainda é uma incógnita”.

FONTE: automotivebusiness.com.br/

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